© 2018 Gustavo Tavares

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FAR NORTH

 

O ponto da terra permanentemente habitado mais próximo do Polo Norte é Svalbard, onde ninguém pode nascer nem tão pouco morrer.

Dado que o clima é extremo, as ilhas não têm qualquer interesse agrícola nem oferecem recursos que permitam uma colonização economicamente apelativa. Por este motivo, aquando da passagem de Barents no século XVI, inicialmente o arquipélago era apenas ocasionalmente visitado.

Mas menos de um século mais tarde, a descoberta de que as águas em torno das ilhas eram ricas em baleias e outros mamíferos marinhos, que podiam ser caçados para produção de óleos animais, levou a que em poucas décadas as costas das ilhas fossem mapeadas e que em cada verão ártico fossem organizadas expedições de baleação aos mares das ilhas. ​Depois veio a descoberta do carvão e a consequente exploração de minas por parte dos noruegueses, russos e holandeses.

 Hoje, a economia está cada vez mais dependente do turismo, já que a mineração tem vindo a ser progressivamente abandonada, hoje estando restrita às actividades russas em Barentsburg e norueguesas em Svea.

Apesar de estar sob soberania norueguesa, o arquipélago está sujeito a um regime específico de acesso aos seus recursos naturais pela comunidade internacional, nos termos do Tratado de Svalbard, assinado em Paris a 9 de fevereiro de 1920. Por ordem do Governador, todas as grávidas devem viajar para o continente 4 meses antes do parto, devido às difíceis condições climatéricas e uma vez que não existe um cemitério em Svalbard devido ao permafrost, os doentes terminais são também enviados para o continente.

Svalbard é hoje a terra dos cientistas, dos mineiros e dos aventureiros.

 

Dada a elevada latitude, quase metade do ano é noite permanente, seguida por igual número de meses com o sol da meia-noite à vista. Em Longyearbyen, a capital, o sol da meia-noite dura de 20 de abril a 23 de agosto e a noite ártica de 26 de outubro a 15 de fevereiro.

The permanently inhabited land nearest the North Pole is Svalbard, where no one can be born or die.

Since the climate is extreme, the islands have no agricultural interest or offer resources that allow an economically appealing settlement. For this reason, when the passage of Barents in the sixteenth century, initially the archipelago was only occasionally visited.

But less than a century later, the discovery that the waters around the islands were rich in whales and other marine mammals, which could be hunted to produce animal oils, led to the fact that in a few decades the islands' coasts were mapped and that every summer Arctic expeditions of whaling to the seas of the islands were organized. Then came the discovery of coal and the consequent exploitation of mines by the Norwegians, Russians and Dutch.

Today, the economy is increasingly dependent on tourism, as mining has been progressively abandoned, now being restricted to Russian activities in Barentsburg and Norwegian in Svea.

 

Despite being under Norwegian sovereignty, the archipelago is subject to a specific regime of access to its natural resources by the international community under the Treaty of Svalbard, signed in Paris on February 9, 1920. By order of the Governor, all pregnant women must travel to the mainland 4 months before childbirth due to difficult weather conditions and since there is no cemetery in Svalbard due to permafrost, the terminally ill are also shipped to the mainland.

Svalbard is today the land of scientists, miners and adventurers.